quinta-feira, 17 de maio de 2007

E o Sevilha voltou para repetir a dose...

Pois é...

Como é que um clube que não é grande, que não faz parte do G-14, que não marca presença "todos os dias" na Liga dos Campeões, que em Espanha sofre com a concorrência de clubes bem mais dotados, tanto a nível humano como a nível estrutural e financeiro, consegue, em dois anos, "limpar" a Taça UEFA por duas vezes, vencer o Barça para conquistar uma Supertaça Europeia e, ao mesmo tempo, disputar todas as competições em que está envolvido mantendo-se em prova e na luta pelos troféus?

A época está a acabar e o Sevilha, para além da Supertaça Europeia, também já ganhou a Taça UEFA (de novo), encontrando-se ainda em terceiro no campeonato, a dois pontos do líder, o Real Madrid (faltam quatro jornadas para o fim), e vai disputar a final da Taça do Rei com o Getafe.

Como é que isto é possível? A resposta? Organização.

Nas contratações, nos jogadores jovens, na equipa técnica, mas sobretudo num clube que, sem um "Roman Abramovich", se safou muito, mas mesmo muito bem, prosperando nas aquisições e nos resultados, rivalizando em Espanha (nem que seja só por dois anos) com o Real Madrid, o Barcelona e o Valência.

Já agora, o jogo da final acabou empatado a 2 golos (Adriano e Kanouté para o Sevilha e Riera e Jonatas para o Espanhol), tendo o vencedor sido encontrado por via da marcação de pontapés de grande penalidade (o guarda-redes Palop - o melhor em campo para a UEFA - defendeu os remates de Luis Garcia, Jonatas e Torrejon).

Em suma, o Sevilha volta a erguer a Taça UEFA (link para um artigo do jornal A Bola).

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